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Depois de algum tempo sem trabalhar no blog e em meio as correrias da vida e na Universidade, esta semana  tive tempo e vontade de postar algo que me deixou muito impressionada sobre crianças.
Em um aula de Metodologia do Ensino, refletindo e discutindo sobre o papel do professor e da escola na educação das crianças, nosso professor nos mostrou um vídeo, que deixou a nós todos sem palavras. A primeira pergunta que me veio a mente foi:  O que fazer diante desta realidade crua e nua em nosso país? Quase imediatamente surge  a segunda,  porque não existem leis sobre  que tipo de propoganda pode ser veiculada nos horários em que as crianças estão “plugadas” na TV? Porque em outros países  é proposta uma legislação que salvaguarda as crianças.

Diante do inevitável, daquilo que temos que lidar em nosso dia a dia, como fazer em meio a competição de certa forma desleal entre a forma como pensamos em incutir ou educar as crianças e a propoganda proposta para a televisão nos horários em que estas estão assistindo seus desenhos preferidos? Sem esquecer que estas estão ligadas  aos seus “ídolos”, são eles que  lhes propõem  a compra deste ou daquele produto. São propostas indecorosas onde o desejo de ter ou de ser igual aquele lhes trasmite a mensagem, não só lhes toca o desejo de ter ou ser o mesmo, como também a possibilidade de se tornar como ele através da posse do produto que ele (seu ídolo) lhe oferece.

Fica tudo mais claro quando assistimos o vídeo e ficamos nos perguntando o que podemos fazer para mocar esta realidade não só como pais, mas como futuros educadores. Segue o vídeo abaixo para aqueles que tiverem a curiosidade em assistir e tirar suas próprias conclusões.

Importante parte constitutiva do processo de ensino-aprendizagem, a avaliação tem sido um grande desafio na construção de Charles Hadjin ovas perspectivas para romper os laços com uma pedagogia ultrapassada. É importante que ocorram mudanças nessa concepção, para promover nesta, um caráter mais qualitativo e reflexivo no desenvolvimento integral do aluno, em busca desta tão sonhada escola nova. Nas leituras em busca de material que ilustre este tema, encontrei uma matéria publicada na revista Nova Escola. Em entrevista com Charles Hadji, pesquisador francês, especialista em avaliação, em outubro de 2010, no artigo: A coragem de ousar, este começa sua fala dizendo que “É um dever ético da nossa profissão dizer aos estudantes para que serve o aprendizado“. Ainda faz a seguinte afirmação: “No ambiente escolar a avaliação só faz sentido se estiver a serviço da aprendizagem.” Alguns trechos da entrevista transcrevo abaixo:

Qual o sentido da avaliação escolar?

Charles Hadji: Ela deve estar a serviço de uma pedagogia dinâmica. É sua função contribuir para que a criança assuma poder sobre si mesma, tenha consciência do que já é capaz e em que deve melhorar. Ela é sempre uma operação de leitura orientada da realidade, uma poderosa alavanca para a ampliação do êxito da escola.

Como fazer isso de forma justa na sala?

Hadji: O professor não pode, em hipótese alguma, se deixar seduzir pelo poder do cargo. Se isso acontecer, a relação que deveria ser de interação sincera vira policial. É preciso estar atento para o risco de abuso de poder, tendo em mente que a meta final é o desenvolvimento de uma pessoa. Valores pessoais e sociais que o levem a classificar as crianças em capazes ou incapazes devem ser deixados de lado.

No que se baseia a avaliação formativa?

Hadji : Antes de tudo, o professor precisa deixar claro às crianças aonde ele quer chegar com cada uma das tarefas propostas. Esse é um dever ético na nossa profissão: expor aos estudantes para que serve o aprendizado. Da mesma forma, devemos criar exercícios práticos adequados ao desenvolvimento e à medição de competências; ser humildes o suficiente para analisar nossa própria prática e nossas atividades de ensino, mudando-as quando não forem eficientes. Acima de tudo, o verdadeiro mestre é o que tem coragem para ousar.

Qual o caminho para rever o jeito de avaliar?

Hadji: Modificando a forma de ensinar após cada processo de avaliação, buscando maneiras diferentes de trabalhar para atingir um mesmo objetivo. Ele deve ter sempre em mãos diversas possibilidades de execução de tarefas significativas — em vez de exercícios formais esvaziados de sentido. Ele não pode esquecer-se de que todo desempenho exige interpretação. A criança também precisa corrigir sua ação após cada processo, para aprender com os erros, não cometê-los mais e, assim, progredir.

Como comunicar esse processo aos estudantes?

Hadji: O professor não pode nunca fazer julgamentos infundados. Precisa passar sempre informações úteis para a criança e ter em mente que, em educação, a avaliação só interessa se conseguir estabelecer ligação entre o ensino e a aprendizagem.

Para mais detalhes da entrevista acessar o site da Revista Nova Escola: http://revistaescola.abril.com.br. Também na página da revista na internet tem uma matéria bem interessante sobre o assunto: http://revistaescola.abril.com.br/planejamento-e-avaliacao/avaliacao/avaliar-ensinar-melhor-424538.shtml. Interessante também o último número da mesma revista nº 243 jun/jul 2011, que traz alguns artigos sobre planejamento , orientação correção e avaiação.Gostei da frase da professora Jamille Almeida: “Com a avaliação da tarefa, consigo verificar não só se os alunos aprenderam mas também se meu trabalho está no caminho certo e se preciso retomar algum ponto.”

Para pensar um pouco na questão da auto-avaliação do professor quanto ao método que está desenvolvendo em classe e outras formas de abordagem de conteúdo, segue um vídeo até divertido para pensar… Este trecho faz parte do filme O Triunfo,  cujo título em inglês é:  The Ron Clark Story,  2006, cujo ator principal é conhecido por sua participação em Friends –  Matthew Perry:

                                                                As novas didáticas segundo Perrenoud, se apresentam como uma crítica às didáticas tradicionais vindo como alternativas propostas a todos que não se contentam com as formas clássicas do ensino e do trabalho escolar. Em suma elas contemplam a diversidade da nova sociedade que busca indivíduos mais maleáveis.

Elas se caracterizam por: 1) considerarem o aluno como sujeito ativo da sua aprendizagem, 2)a construção de novos saberes centrado não apenas em atividades adequadas, mas também nas interações sociais, 3) privilegiar as competências funcionais e globais aos saberes fragmentados, 4) consolidar as aprendizagens na “vivência dos alunos, 5)respeitar a diversidade de culturas e personalidade, 6) valorizar a autonomia da criança, 7) motivação relacionada com o prazer e a vontade de descobrir e de fazer, 8) dar importância as tarefas cooperativas, 9) a ênfase dada à educação e ao desenvolvimento da pessoa.

Um vídeo do professor Alexandre Quirino Mansinho,  aborda o livro  Dez novas competências para ensinar – capítulo 3º de  Philippe Perrenoud – ilusta a educação como um processo de construção:

O sociólogo suíço Philippe Perrenoud,  Doutor em sociologia e antropologia, e professor da Universidade de Genebra [Suíça], especializado em práticas pedagógicas.  Em novembro de 2001 ele foi o convidado do programa Roda Viva da TV Cultura. Abaixo um trexo em vídeo de sua entrevista:

Neste endereço você pode ter a entrevista transcrita  na íntegra  de Philippe Perrenoud  – http://www.wattpad.com/340904-roda-viva-philippe-perrenoud.

Também um vídeo muit bonito (apesar de ter um fim comercial) que eu encontrei ilustrando competência e habilidade:

As duas teorias vistas em sala concebem que tanto Vygotsky como Piaget descrevem a criança como um ser ativo e atento, habilitada para constantemente gerar novas hipóteses sobre o seu entorno. Essas duas teorias exercem um grande influência na área da educação em todo o mundo, não são teorias pedagógicas. Existem entre elas algumas diferenças, algumas delas que listo abaixo, são as seguintes
Quadro comparativo entre Piaget e Vygotsky

PIAGET (1896 – 1980)

  • Privilegia a maturação biológica.
  • Desenvolvimento mental de acordo com os períodos de idade.
  • Conhecimentos elaborados de acordo com os estágios de desenvolvimento: sensório-motor, pré-operacional, operações concretas e operações formais.
  • O pensamento vem antes da linguagem, e esta é apenas uma das expressões do pensamento.
  • A formação do pensamento depende basicamente da coordenação dos esquemas sócio motores e não da linguagem.
  • A linguagem ocorre com o desenvolvimento do processo cognitivo.
  • A fala egocêntrica progressa para a socialização; do individual para o social.
  • A aprendizagem é função do desenvolvimento.
  • Aprender é modificar, descobrir e inventar.
  • Suas pesquisas foram importante para a psicologia.
  • A ênfase de sua teoria interacionista está na interação do sujeito com o objeto físico.

VYGOTSKY (1896 – 1934)

  • Privilegia o ambiente social.
  • O desenvolvimento humano se dá pelo processo relacional.
  • A inter-relação dos fatores internos e externos responde pelos processos mentais.
  • A criança nasce num mundo social e através da interação social forma a visão de mundo.
  • Desenvolvimento e aprendizagem se influenciam reciprocamente.
  • Pensamento e linguagem são interdependentes; eles se complementam.
  • Pensamento e linguagem aparecem junto e a linguagem ajuda a desenvolver os processos mentais.
  • A aprendizagem sempre inclui relações entre pessoas; e esta abre inúmeras possibilidades mentais.
  • Quanto mais aprendizagem mais desenvolvimento.
  • A fala egocêntrica é a fala interior; tem sentido social.
  • O desenvolvimento do pensamento vai do social para o individual.
  • O aspecto interacionista está relacionado com as trocas entre as pessoas.

 

 Semelhanças entre Piaget e Vygotsky:

  • Ensino de acordo com o nível da criança.
  • Interessam-se pela gênese dos processos psicológicos.
  • Imaginação surge da ação.
  • Discurso egocêntrico é o ponto de partida do discurso interior
  • Opõem-se as teorias empiristas.
  • Empregam métodos qualitativos
  • Defendem que a imaginação surge da ação
  • São interacionistas e construtivistas.

Vygotsky e a Educação

  • Mostra que o desenvolvimento se dá de fora para dentro, poderíamos dizer, preparando o educado para prepara o educando.
  • A aprendizagem da criança antecede a sua entrada na escola, e seu aprendizado é evidenciado pelas relações interpessoais.
  • A aprendizagem ocorre em todo o lugar, e o seu processo de formação do pensamento é intensificado pela vida social e as trocas de experiências entre adultos e com outras crianças.
  • A “zona de desenvolvimento proximal” é de suma importância para a compreensão das funções de desenvolvimento.
  • Sua teoria mostra que a qualidade das trocas no plano verbal, professor/aluno, influenciam e ajudam a processar novas informações
  • Ao considerar as crianças como sujeitos sociais e sua apreensão do conhecimento  através deste meio, na fase escolar o professor se torna figura fundamental para a preparação do aluno.

Dentro desta concepção e olhando para construtivismo, encontrei um vídeo muito interessante em espanhol e que tem seu resumo abaixo do mesmo, que aporta essas novas teorias da aprendizagem:

Exposición del enfoque denominado constructivismo. Este enfoque viene desarrollándose con el aporte de las nuevas teorías del aprendizaje y propone que hay cambios importantes en la forma de aprender en las personas, por lo que se necesitan cambios importantes en la forma de enseñar.

Ao se pensar em uma educação para a vida, que prepare os alunos para uma integração doa valores  que a sociedade conjuga, trás-se ao currículo da escola os temas transversais. Foi de certa forma uma maneira do estado incluir as questões debatidas na sociedade dentro do currículo escolar.  Não possuem um espaço próprio dentro do currículo escolar, mas são assuntos que podem ser tratados em várias disciplinas. De certa forma são comuns a todas as matérias pois se constituem em um leque de opções que podem ser úteis ao serem usados pelo professor na quebra de rotina e na ampliação de seus conceitos, oportunizando aos  seus alunos uma formação mais crítica e independente.                                                                                                      

Em um artigo que li no site: http://www.construirnoticias.com.br , sobre a questão dos temas transversais a autora Laura Monte Serrat Barbosa cita: 

“Usando a imagem trazida por CORDIOLLI (1999), o papel dos Temas Transversais é o de servir de “óculos” para que os elementos do ensino–aprendizagem e sua dinâmica possam ser percebidos de uma forma diferenciada e crítica. No entanto, esses “óculos” não têm somente o poder de nos fazer perceber o mundo, a educação e o ensino de forma crítica, mas têm, também, o poder de modificar a ação do educador e da educadora na medida em que mudam suas percepções e concepções.”

Dada a importância do assunto, é  interessante notar que esta tema está sendo pensado e debatido   em diversos países, ao pesquisar sobre o que teóricos da educação pensam sobre temas transversais encontrei em um site do México um projeto chamado  El PESEGPA da   Secretaría de Educación Pública que da Dirección de Educación Especial na  cidade do México, se dedica a  formação de profissionais em serviço, com a finalidade de gerar  habilidades para a construção de uma cultura escolar que promova uma educação  integral e para a vida. Neste  site:  http://paideia.synaptium.net/pub/pesegpatt2/tetra_ir/index_bis.htm , há diversos artigos interessantes que poderão contribuir para o alargamento do tema.

Os temas transversais na escola fazem sentido a partir do momento que a  criança  aprende a trabalhar  cruzando os conhecimentos aprendidos entre as matérias de forma interdisciplinar,  ampliando assim sua visão de mundo. Isso gera um  crescimento pessoal valorizando não só os seus conceitos mas aprendendo também a respeitar as diferenças de seus colegas.

Exemplificando o tema uma entrevista da psicóloga Neide Aprile, falando da experiência de sua escola.

Estamos em fins de  século, o mundo passa por várias transformações. As informações passam ao nosso conhecimento com uma velocidade maior cada vez. O que sabíamos ontem, pode ser contestado ou acrescido de novas informações amanhã.  Nesse girar alucinado de um  mundo em transformações constantes,  os críticos e teóricos da educação também partem para novos debates e conceitos a cerca do currículo e do ensino.  Para estes a globalização, as novas tecnologias da comunicação e  a conformação de uma  sociedade cada vez mais complexa é uma premissa para o repensar de tudo que até aqui foi conceituado.

Assim surge a Teoria pós-crítica, esta vem não só para ampliar, mas também para modificar o que foi construído pela teoria crítica. Novos temas passam a ser tratados como gênero, sexualidade, etnia, raça, multiculturalismo,  descentralizando com isso as relações de poder, espalhando-se  por toda rede social.  O currículo  passa a ser  um importante meio para a formação dos indivíduos.

Para pensarmos um pouco no assunto, o vídeo abaixo traz uma retrospectiva dos currículos, e nos reporta até nossos dias, pois este é um tema que não pode deixar de ser pensado e repensado.

É tempo de questionar as desigualdades e as injustiças que as teorias tradicionais vinham provocando no sistema de ensino ao não questionarem o conhecimento como forma do saber, mas sim a reprodução que este produz através da “eficiência” reproduzida nas habilidades do indivíduo. A educação em si é apenas um “processo de moldagem”.

Neste cenário surgem as teorias críticas em vários países, onde se procurou inverter os conceitos até aqui implantados. Iniciam-se as discussões sobre escola e economia, escola e sociedade. Surgem perguntas como: Por quê ensinar? Para que ensinar? Os programas de ensino e o currículo passam a ser vistos como uma proposta propositiva. As teorias críticas passam a dar ênfase para conceitos mais ideológicos possibilitando a mudança do ângulo de visão sobre a escola e a educação.

Dentre os autores me chamou a atenção os conceitos de Henry Giroux que ataca a “racionalidade técnica e utilitária  e o positivismo das perspectivas dominantes sobre os currículos”. Em sua primeira fase utiliza-se dos conceitos da Escola de Frankfurt, cujos filósofos Max Horkheimer, Theodor W. Adorno, Walter Benjamin, Jürgen Habermas, Herbert Marcuse e Erich Fromm investigaram e fizeram um traçado das relações existentes entre os campos da economia, da psicologia, da história e da antropologia. Esta se associa diretamente à chamada teoria crítica da Sociedade, com ela  a criam-se os conceitos de Indústria Cultural e Cultura de Massa, que designou o que viria a se chamar de  Escola Crítica: “indústria, angústia e neurose do homem moderno”. Apesar de compartilhar dos conceitos da Escola de Frankfurt, Giroux queria evitar uma identificação com certos enfoques marxistas, mas utiliza-se da visão sobre o processo de emancipação como um dos objetivos para uma ção social politizada.

Fica aqui uma sugestão de um vídeo que ilustra  alguns dos conceitos e teóricos desta Escola:  “Filosofia3 Aula 25 Escola de Frankfurt”.

Para os que tiverem interesse, segue o link da música de serve de fundo ao vídeo, da Banda Engenheiros do Hawai que possui uma letra bem significante ao conteúdo do mesmo e está disponível no endereço:

[http://www.youtube.com/watch?v=T1jkm_E6TuA]

Outras Frequências

Composição : Humberto Gessinger

Seria mais fácil fazer como todo mundo faz.
O caminho mais curto, produto que rende mais.
Seria mais fácil fazer como todo mundo faz.
Um tiro certeiro, modelo que vende mais.

Mas nós dançamos no silêncio,
choramos no carnaval.
Não vemos graça nas gracinhas da TV,
morremos de rir no horário eleitoral.

Seria mais fácil fazer como todo mundo faz,
sem sair do sofá, deixar a Ferrari pra trás.
Seria mais fácil, como todo mundo faz.
O milésimo gol sentado na mesa de um bar.

Mas nós vibramos em outra frequência,
sabemos que não é bem assim.
Se fosse fácil achar o caminho das pedras,
tantas pedras no caminho não seria ruim